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Preso Envolvido no Assassinato de Altamiro Borba em Parauapebas

Logo após o assassinato do empresário Altamiro Bora Soares, ocorrido na última segunda-feira em Parauapebas, as Polícias Civil e Militar não mediram esforços para tentar elucidar o bárbaro crime.
EltonNa madrugada desta quarta-feira,  sob o comando do Tenente  Coronel Mauro Sergio, o sub-tenente Pamplona, os sargentos Edilson, A Pereira e A. Silva e o delegado Thiago Carneiro conseguiram prender Elton Paulo dos Santos , 21 anos e Rude de Sousa Reis, de 32 anos. Ambos envolvidos do assassinato do empresário.
Após investigações a PM chegou até a residência de Elton às 4 horas desta quarta-feira. Ele, ao ver que a polícia estava em sua porta empreendeu fuga retirando o forro do banheiro da casa e pulando o muro de três casas vizinhas. Ao pular em um quintal o meliante fraturou a perna direita e foi capturado pela polícia militar.
Elton foi levado para a 20ª Seccional de Polícia Civil e, interrogado, confessou participação no crime afirmando que o autor dos disparos contra o empresário foi um comparsa conhecido por Caburé, ainda foragido. Caburé, no momento do assassinato, estava acompanhado de Carlos Bazuca, que pilotava a moto usada para o assalto e teria atirado porque o empresário correu para dentro do banco quando foi-lhe dado voz de assalto, informou Elton, que é foragido da justiça de Goiás por ter assassinado um rapaz após uma briga em um jogo de sinuca. em 2008.
Bazuca foi preso ontem a noite em Marabá em companhia de Ricardo Soares da Silva. Os dois estão sendo recambiados para Parauapebas para serem interrogados.
Rude
Rude, a outra detida seria esposa de Ricardo, o mentor intelectual do crime.
Segundo informou Elton, cerca de sete pessoas estiveram envolvida no assalto, dois na moto, dois em um veículo preto, ele Elton em uma outra moto, Rude e uma outra mulher de prenome Bruna.
Apreensão
Na casa onde Elton  foi preso foram encontrados cerca de 20 mil reais, dois celulares, documentos pessoais e um carregador de pistola 380 com 17 projéteis. O detalhe é que parte do dinheiro estava ainda com papelotes de marcação dos valores dos pacotes. A esposa do empresário esteve hoje pela manhã na Depol e reconheceu a caligrafia nos papelotes, confirmando que o dinheiro apreendido seria do empresário.
Ainda segundo Elton, a quadrilha alugou duas casas em Parauapebas para servir de guarida para os criminosos. Elton afirmou ainda que no mesmo dia a quadrilha pretendia, no mesmo dia, assaltar outro empresário dono de posto no bairro Cidade Nova, em Parauapebas, mas, devido a morte do empresário a operação foi abortada. Pelo assalto cada um dos comparsas recebeu cerca de 14 mil reais.
Segundo o delegado Thiago Carneiro, as investigações continuarão até que todos os envolvidos estejam presos e colocados à disposição da justiça. O delegado investiga ainda a participação da quadrilha em outros assaltos ocorridos em Parauapebas.
Parabéns as polícias civil e militar que agiram rápido. Se a prisão dos culpados não traz de volta o empresário pelo menos nos deixa a certeza que esse crime não ficará impune.

Atualização >>>>>

O indivíduo preso na última quarta-feira, suspeito de participação no latrocínio do empresário Altamiro Borba Soares, mentiu sobre o seu verdadeiro nome, informou ontem o verdadeiro Welton Paulo dos Santos, que é primo do suspeito.

Segundo Welton, em depoimento dado ao delegado Thiago Carneiro e ao escrivão Alexandre Dos Santos, o verdadeiro nome do suspeito é Cleber Pereira da Conceição, filho de Manoel Sena Pereira da Conceição e Maria Cleonice Pereira da Conceição.
Welton informou atualmente trabalha na Paranasa como Montador de Andaimes e que há cinco meses o primo chegou em sua residência pedindo pra passar uns dias, sendo autorizado por ele a ficar. Todavia, o mesmo só ficou em sua casa por sete dias, já que foi mandado embora quando o primo ficou sabendo que Cleber era foragido da justiça em Canaã dos Carajás, onde responde processo por tráfico de entorpecentes.  
Welton informou ainda que um dia após a morte do empresário Altamiro Borba o acusado entrou em contato com ele para saber se o mesmo iria à Canaã dos Carajás sob a alegação de que estava de posse de R$2.000,00 (dois mil reais) que deveriam ser entregues aos seus pais, residentes naquele município. Questionado sobre a origem do dinheiro, Cleber se negou a responder, alegando apenas ter conseguido o dinheiro de maneira fácil.  Sabendo que Cleber não trabalha, Welton insistiu sobre a origem do dinheiro, questionando ainda se o mesmo não era produto do assalto divulgado pela imprensa, a que o acusado respondeu que não iria falar pois o primo era “boca grande”, posteriormente ameaçando-o de que se falasse alguma coisa receberia como retaliação uma bala na cabeça.
A polícia investiga a ficha criminal de Cleber Pereira da Conceição e acredita que o mesmo seja o autor dos disparos que vitimou o empresário. As prisões de Cleber e de Rude de Sousa Reis, presa por envolvimento no caso, foram mantidas pelo juiz Líbio Moura, da Vara Penal de Parauapebas.  
Em Marabá, a polícia libertou Ricardo Soares da Silva por acreditar que o mesmo não tinha participação no crime. Todavia, disse o Coronel Mauro Sergio, comandante da PMP em Parauapebas, “há fortes indícios de que Ricardo é o mentor intelectual da quadrilha”, afirmando ter sido um erro sua soltura.
As investigações para elucidar o crime acontecido na última segunda-feira (22) continuam. Diligências estão sendo executadas por investigadores da Polícia Civil e em breve todos os envolvidos estarão presos, afirma o delegado Thiago Carneiro, presidente do inquérito. 

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